A vida foi sugada de

cada parte do meu corpo

soterrado pela terra podre

 

Está tudo tão escuro!

 

Os sentimentos fogem de mim

A crueza da existência

alimenta minha alma

 

Parece tão tarde!

 

A morte curou a cegueira

tenho consciência de tudo

 

O que foi que eu fiz?

 

Quebrei tudo ao meu redor

e me transformei em cacos

Meus rastros são dejetos

 

Dói tanto!

 

Colhi dos meus frutos amargos

o sabor da inimizade

a ausência de uma salvação

Terei perdão?

 

—————————————————————————
Poema feito para a revista “Scenarium Plural”, disponível aqui

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