Mergulhar em ti

seria um erro prazeroso

Tua psico, tão densa e profunda,

me absorveria até a perdição

 

A soma fatal de nossos abismos

atração magnética, hipnótica

Sou uma bela presa aproximando-se de minha fera

 

Mas os desejos da carne, irrequietos,

repelem e puxam

longe da tua profundidade,

prisão dos meus instintos

 

Quando os pensamentos incapacitados

pela névoa do precipício ficam,

os desejos infiéis do corpo

saltam à mente, orgulhosa,

a necessidade de viver

 

São eles, conscientes dos

abusos da perdição,

os que se manifestam

fazem acordar a racionalidade

como lançassem corda para a liberdade

e indicassem fuga

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